PSICÓLOGA CLÍNICA / PSICOTERAPEUTA
- Membro do Conselho Regional de Psicologia desde 2004: CRP 22795
- Membro da British Psychological Society desde 2006: MBPsS 222127.
- Membro da Division of Counselling Psychology of BPS desde 2007.
- Membro da International Association for Relational Psychoanalysis and Psychotherapy (IARPP) desde 2012.

“O papel do terapeuta é análogo ao papel de uma mãe,
que propicia à criança uma base segura para explorar o mundo”
John Bowlby, 1988
MINHA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL
Depois de me formar em julho de 2004 em Bacharel, Licenciatura e Formação de Psicóloga pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), iniciei uma jornada em busca de mim mesma e da profissional que eu idealizei ser. Cheguei ao Reino Unido no final de 2004 e em 2005 já iniciava minha primeira Pós-graduação em psicologia clínica na Birkbeck University of London (Londres). No decorrer de quase onze anos, fiz algumas especializações, participei de vários cursos e de vários congressos, colei grau acadêmico em Mestrado na University of Westminster (Londres) e finalmente um Doutorado em psicologia clínica na Roehampton University (Londres).
Com o conhecimento, fiz da prática a ferramenta consolidadora de minha experiência profissional, abrindo-me portas para diversos lugares onde trabalhei. Em mais de dez anos morando em Londres, tive o privilégio de trabalhar em organizações conceituadas e reconhecidas como Maya Centre, The Haven Whitechapel , St Barts Hospital, Brent Bereavement Services (BBS), LAWRS (Latin American Womens´ Right Services), Sybil Elgar School (National Autistic Society). Em todos esses lugares, aliado ao contínuo aprendizado teórico, abriram-me horizontes em diversas áreas como: autismo, depressão severa, violência doméstica, crimes sexuais e abuso sexual infantil, processo de luto, mutilação genital-feminina, stress pós-traumático, transtornos alimentares, alguns transtornos de comportamento e de personalidade, bem como outros dilemas (stress, crise de identidade, sexualidade, problemas de relacionamento, ansiedade, baixa autoestima, e outros).
Atualmente me dedico ao consultório particular, estou a frente de um grupo de terapia de grupo na Associação de Parkinson do Triângulo e supervisiono estudantes e profissionais de psicologia clínica. Muitos dos meus atendimentos são feitos no consultório mas uma grande parte também é feita online.
“Somos todos personalidades que crescem e se desenvolvem
como resultado de todas as nossas experiências”
Axline, 1971
ESPECIALIZAÇÕES
- Trabalhando psicoterapeuticamente com sadismo e masoquismo – Confer (Londres)
- Terapia de casais – Tavistock Relationships / Couples counselling and psychotherapy (Londres)
- Distúrbios alimentares -Confer (Londres)
- Violência doméstica – LAWRS (Londres)
- Luto – Brent Bereavement Services (Londres)
“O psicólogo olha para as bases da alma humana,
para as estruturas que são essenciais
para as bases solidas de uma casa, e
são totalmente invisíveis quando tudo parece bem”
H. Krystal
CURSOS
- Vergonha e pertencer: Uma abordagem somática-relacional – Confer (Londres)
- Técnicas criativas para terapia – The Maya Centre (Londres)
- EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) – The Haven (Londres)
- Trabalhando com pacientes suicidas – Letchworth Centre for Healthy Living (Londres)
- Trabalhando com abuso sexual infantil – Quality Training Uk (Londres)
- Terapia breve e foco em soluções na prática – Brief-therapy (Londres)
- Stress pós-traumático: utilizando o teste PDS – The Haven (Londres)
- Doença mental e diagnóstico – LAWRS (Londres)
- Teoria do apego: uma abordagem integracionista – Nscience Uk (Londres)
MINHA ABORDAGEM TEÓRICA
Na Inglaterra existe o PhD (doutorado mais comum) e o chamado Doutorado Profissional, que além de incluir a parte de pesquisa de um PhD, inclui também a parte de desenvolvimento profissional. Optei for fazer um Doutorado Profissional (5 anos), apesar do tempo maior de duração comparado ao PhD (2 anos), porque a abordagem teórica do curso está em ascensão nos EUA e Europa e promete ser o futuro da psicoterapia em todo o mundo.
A abordagem teórica do curso, que traduzindo em português podemos chamar de Abordagem Relacional é um dos modelos mais recentes e em ascensão no momento quando se fala em psicoterapia contemporânea, e tem atraído atenção de profissionais e pesquisadores da área no mundo todo. A psicoterapia Relacional é uma abordagem integrativa, com base nas teorias da psicodinâmica, teorias psicanalíticas, humanistas, centrada da pessoa e até terapia cognitivo-comportamental. É também uma abordagem que reforça a necessidade do terapeuta se autoconhecer e de promover sempre reflexões sobre sua prática profissional.
A Psicanálise Relacional desafia o modelo tradicional – formal, com ideias fixas. Com o foco relacional, nasceu um interesse na individualidade e subjetividade do ser humano (sujeito) o que permitiu que a terapia fosse além da interpretação. A abordagem relacional considera a aliança terapêutica, e a interação entre terapeuta e cliente, não só a parte mais importante do processo terapêutico, como o instrumento e ferramenta mais eficaz do processo, independente da orientação teórica. Teoristas consideraram que a chave para a mudança é o próprio relacionamento terapêutico.
A psicoterapia é sempre um desafio que o cliente resolve ou não abraçar. Enfrentar nossos medos e problemas pode ser muito doloroso, mas nunca será mais difícil do que passar pela vida fugindo deles. A psicoterapia requer comprometimento e vontade do cliente, já que o psicoterapeuta trabalha somente como um facilitador no processo. O relacionamento terapêutico é baseado na confiança e respeito mútuo, guiado pelo processo de desenvolvimento do cliente. É comum que o cliente se sinta vulnerável durante o processo terapêutico, assim se faz fundamental o entendimento de que a vulnerabilidade é o único estado realmente autêntico. Ser vulnerável significa estar aberto para o sofrimento, mas também para o prazer. Significa estar aberto para as feridas da vida, mas também para suas recompensas e belezas. É comum negarmos nossa vulnerabilidade como um sinal de força, enquanto deveríamos descobrir nossa força através da aceitação da nossa vulnerabilidade.
“A vida não é um corredor reto e fácil
pelo qual caminhamos livremente sem nenhum obstáculo.
Mas é sim um labirinto de passagens,
pelas quais precisamos procurar nosso caminho,
perdido e confuso, agora e novamente
encontrando-se num beco sem saída.
Mas sempre, se tivermos fé, uma porta se abrirá para nós.
Talvez não uma que tenhamos sempre pensado que se abriria,
mas uma que no final das contas, provará ser a melhor”
Spencer, 1998
